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terça-feira, 19 de maio de 2020

A MENTE COMO ESPELHO DA VIDA

PENSAMENTO E VIDA4

Então, a mente é o espelho da vida em toda parte? Se pensarmos que o cérebro é o centro das ondulações, pois, no Espírito encarnado há um conjunto de órgãos para manifestações deste no plano material, poderíamos ser levados ao equívoco de compreender que a sede está no corpo.

Porém, o cérebro, como centro das ondulações, apenas gera a força necessária para que o pensamento, que é proveniente do Espírito, transponha essa barreira (mundo material, corpo físico), uma vez que é comparável a um gerador de força. Mas, é o pensamento que tudo move, cria, transforma, destrói, refaz, acrisola e sublima.

Mas, o que provoca todo esse processo? Ora, sendo a mente (que, pensamos, tem sede no Espírito e não no corpo físico) comparável a um espelho, possui características comparável ao processo de reflexo da imagem.

Vimos nos textos anteriores que em todos os domínios do universo vibra, pois, a influência recíproca. Sendo assim, tudo se desloca e renova sob os princípios de interdependência e repercussão. Ora, nesse processo, interagindo com Espíritos encarnados ou não, isto é, nos relacionando, sofremos a ação do que percebemos no mundo, seja pela captação da onda mental – pensamento alheio -, ou pela emissão da nossa onda mental – pensamentos próprios. Podemos chamar de intercâmbio? Acreditamos que sim.

Portanto, em nossa faixa de vibração, isto é, na faixa evolutiva a que pertencemos, carecendo de comparações para compreender, é possível pensar que o processo de intercâmbio, isto é, de interdependência e repercussão se dá da seguinte maneira:

“O reflexo esboça emotividade; A emotividade plasma a ideia; A ideia determina a atitude e a palavra que comandam as ações”.


Busque a seguinte imagem mental:

- Fios infinitamente sutis, emitidos por aquele centro das ondulações de que falamos antes; tais fios foram gerados pelas nossas manifestações intimas; irradiamos esses fios infinitamente; são eles que vão originar as causas; causa do quê? Lembre que estamos no processo de intercâmbio, nos relacionando; Essas causas proporcionam criar circunstâncias (as relações criam circunstâncias). As circunstâncias, em razão da nossa interdependência, provoca a repercussão, isto é, comparam-se a válvulas que podem ser um obstáculo da evolução ou libertar o Espírito para o progresso e elevação.


Recordamos que válvula, neste texto, compreende-se como uma espécie de dispositivo que irá regular o fluxo das circunstâncias. Mas, todos nós temos o controle desses “dispositivos”? Ninguém ultrapassará de improviso os recursos da própria mente. Estamos falando da compreensão, do entendimento, da educação, da instrução que irá orientar esse processo. Desta forma, pensamos, é imperativo ao Ser dominar a própria existência (como Espírito imortal). Autonomia que lhe proporcionará o controle da vontade, a fim de orientar os desejos e controlar as paixões.

Em cada nova existência nós estaremos em um círculo de atuação; certamente iremos apresentar características refletidas uns dos outros. Daí formarmos nossos grupos de Espíritos reunidos em faixas vibratórias por meio da afinidade e do grau de elevação atingido por cada um, as chamadas famílias espirituais.

A permuta é incessante, projetamos e recebemos imagens. A necessidade de controlar a vontade e imperativa, pois, temos que evitar estacionar sob a fascinação de elementos que vão nos escravizar por um tempo. É preciso detectar por meio da elevação (trabalho, educação, instrução) quais são os influxos que são capazes de nos renovar intimamente para nossa purificação e progresso. Falamos aqui da capacidade de escolha do Espírito.

Estagiamos, aprendemos e nos elevamos, para que, na Criação, possamos refletir os objetivos do Criador.

(Acesse a 1ª parte aqui; a 2ª aqui; a 3ª aqui)

 

4. Texto adaptado da Obra Pensamento e Vida, Cap. 1.

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