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quinta-feira, 18 de junho de 2020

O Espiritismo e a oposição da ciência: a descontrução do argumento válido. Por Allan Kardec.


Neste texto apresentamos um resumo sobre a oposição das corporações científicas à época de Kardec usada como argumento válido contra o Espiritismo e a descontrução do mesmo por Allan Kardec.

A – OPOSIÇÃO DAS CORPORAÇÕES CIENTÍFICAS:

1. AK fala sobre essa oposição e que muitos acreditam se tratar de forte presunção contrária ao Espiritismo.

1.a. AK demonstra respeito pelos cientistas.

1.b. Diz que levantar a voz contra os sábios é ser um estouvado (imprudente, que age sem pensar, leviano, inconsequente, descuidado).

1.c. AK estima os sábios.

1.d. ADVERTE: fica honrado em ser contado no número dos sábios.

1.e. OPOSIÇÃO DESSAS CORPORAÇÕES: apenas uma opinião.

 

B – MÉTODO – OBSERVAÇÃO DOS FATOS

2. Sair da observação material dos fatos, apreciando-os e explicando-os segundo a própria ideia ou opinião é imprudência.

2.a. Opiniões são aceitas, rejeitadas, contraditórias, repelidas como erros absurdos e depois proclamadas como verdades incontestáveis.

2.b. ADVERTÊNCIA (AK) - O único critério verdadeiro para julgar os fenômenos: argumento sem réplica (incontestável); Quando não houver fatos observáveis, a dúvida é a opinião do homem prudente.

 

C – PRINCÍPIOS NOVOS / COISAS DESCONHECIDAS

3. Sobre coisas evidentes, no âmbito de sua especialidade, a opinião dos sábios é digna de fé; seu conhecimento não é vulgar.

3.a. Sobre coisas desconhecidas, mesmo os sábios, não fazem mais que sustentar hipóteses.

3.b. O sábio está mais propenso ao preconceito por querer subordinar tudo ao ponto de vista de sua especialidade.

3.c. A opinião de um sábio sobre sua especialidade, tal como a do físico sobre a força elétrica, a de um mecânico sobre a força motriz, traz confiança.

3.d. A opinião negativa de um sábio sobre o Espiritismo tem o mesmo valor daquela de um arquiteto sobre questões de música.

 

D – OBJETO DE PESQUISA DA CIÊNCIA TRADICIONAL E OBJETO DE PESQUISA DO ESPIRITISMO

4. As ciências comuns se apoiam nas propriedades da matéria, que podem ser experimentadas e manipuladas à vontade; Os fenômenos espíritas se apoiam na AÇÃO DE INTELIGÊNCIAS que tem vontade própria, não estão submetidas à vontade do observador e não podem ser manipuladas livremente pelo observador; Em ambos os casos as observações devem ser diferentes.

4.a. Para se observar os fenômenos no Espiritismo são necessárias condições especiais e um modo diferente de encarar a AÇÃO DAS INTELIGÊNCIAS que estão por trás dos fenômenos espíritas.

4.b. O erro da ciência tradicional começa quando se quer submeter coisas novas, princípios novos, a processos comuns e estabelecer analogias que não existem.

4.c. A CIÊNCIA TRADICIONAL É INCOMPETENTE PARA SE PRONUNCIAR SOBRE A QUESTÃO DO ESPIRITISMO, NÃO LHE CABENDO OCUPAR-SE DO ASSUNTO. QUALQUER PRONUNCIAMENTO QUE QUE SEJA NÃO TEM NENHUM PESO.

 

E – A BASE DO ESPIRITISMO: existência da alma e o seu estado após a morte

5. O Espiritismo é o resultado de uma convicção pessoal do indivíduo.

5.a. A ciência tradicional quer encontrar a alma segundo os critérios que regem a matéria

5.b. O anatomista disseca o corpo humano com seu bisturi, procura, mas, não a encontra como encontra um nervo; Não a vê dissipar-se como um gás e conclui: a alma não existe.

5.c. Se os sábios não aceitam o Espiritismo, nenhum Espírita deve desviá-los de seu caminho para que se ocupem de “coisa estranha”.

5.d. O Espírita não se preocupa com os que zombam; Em 1752 uma assembleia de sábios zombou de Franklin quando este lhes apresentou seu relatório sobre o para-raios; A França, do mesmo modo, perdeu as vantagens da navegação a vapor por declarar o sistema de Fulton impraticável. Todas essas questões eram de alçada da ciência comum.

 

F – O CONHECIMENTO NÃO ESTÁ SOB O JUGO DAS CATÉDRAS ACADÊMICAS

6. Não é preciso diploma oficial para ter bom-senso.

6.a. Fora das cátedras acadêmicas não existem somente tolos e imbecis.

6.b. Os fatos espíritas estão fora do domínio das leis humanas, escapa à competência da ciência material, não pode ser explicados por números e nem por forças mecânicas.

6.c. O Espiritismo é todo um estudo novo, que não pode ser feito através de ideias preconcebidas.

6.d. O ser humano que considera sua razão infalível está bem próximo do erro; Muitos indivíduos possuem ideias falsas apoiados na razão; por esse motivo rejeitam tudo QUE LHES PARECE IMPOSSÍVEL.

6.e. Aquilo que muitos chamam razão não passa de orgulho mascarado; Quem se julga infalível coloca-se igual a Deus.

6.f. O ESPIRITISMO É DIRIGIDO ÀS PESSOAS QUE SÃO BASTANTE PONDERADAS PARA DUVIDAR DO QUE NÃO VIRAM; QUE, JULGANDO O FUTURO E O PASSADO, NÃO ACREDITAM QUE O SER HUMANO CHEGOU AO TOPO E NEM QUE A NATUREZA LHE TENHA VIRADO A ÚLTIMA PÁGINA DO SEU LIVRO.

Para nossa reflexão informamos que desde as primeiras observações Kardec fazia advertências dessa natureza, como é o caso dos esclarecimentos dados no seu primeiro artigo sobre manifestações físicas na Revista Espírita de 1858 em que asseverou:

"Sem dúvida perguntarão como pode essa mão ter a mesma força, tanto no estado vaporoso invisível quanto no estado tangível. E por que não? Não vemos o ar derrubar edifícios, o gás lançar projéteis, a eletricidade transmitir sinais e o fluido do ímã levantar massas? Por que a matéria eterizada do perispírito seria menos poderosa? Não a queiramos submeter às nossas experiências de laboratório e às nossas fórmulas algébricas; sobretudo por havermos tomado os gases como termo de comparação, não lhes vamos atribuir propriedades idênticas, nem computar suas forças como calculamos a do vapor. Até o momento ela escapa a todos os nossos instrumentos; é uma nova ordem de idéias que está fora da alçada das ciências exatas; eis por que essas ciências não nos oferecem aptidão especial para as apreciar".

Como ainda há campo para estudarmos Doutrina Espírita, é bom recorar que em O Livro dos Médiuns Kardec falando sobre o tema EVOCAÇÃO esclareceu:

343. Os que evocam seus parentes e amigos, ou certas personagens célebres, para lhes comparar as opiniões de além-túmulo com as que sustentavam quando vivos, ficam, não raro, embaraçados para manter com eles a conversação, sem caírem nas banalidades e futilidades. Pensam muitas pessoas, ao demais, que O Livro dos Espíritos esgotou a série das questões de moral e de filosofia. É um erro. Por isso julgamos útil indicar a fonte donde se pode tirar assuntos de estudo, por assim dizer inesgotáveis.

Por isso sempre não nos cançamos de afirmar: ESTUDE E VIVA!

Uberaba-MG, 18 de junho de 2020

Beto Ramos


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