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domingo, 19 de julho de 2020

ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA – PARTE 104

- O LIVRO DOS ESPÍRITOS –

 - LIVRO TERCEIRO – AS LEIS MORAIS – 

- CAPÍTULO V – LEI DE CONSERVAÇÃO 

 III GOZOS DOS BENS DA TERRA –

(Questões 711 a 714-a) 


O uso dos bens da Terra não é uma causa, mas, é um efeito. Em face da necessidade de viver, isto é, da causa, pode-se falar em direito ao uso e gozo dos bens da Terra.

Todavia, cumpre fazer uma observação. TODOS OS ESPÍRITOS ERRANTES DEVEM ENCARNAR, ou seja, devem sofrer TODAS as vicissitudes na matéria que os levam à perfeição. O que nos leva a deduzir que VIVER NA MATÉRIA NÃO É UM DIREITO, MAS, UM DEVER DO ESPÍRITO ERRANTE.

Assim, Deus, impondo tal dever aos Espíritos Errantes, concede os meios para que seja cumprido. Esse é o fim de colocar à disposição da humanidade terrestre os bens para seu uso e gozo. 

Encarnado na matéria o Espírito errante possui os chamados cinco sentidos humanos. É por meio desses sentidos que o ser humano interage, se relaciona e se manifesta no contato com os bens da Terra. 

Pode-se afirmar, então, que os seres humanos são “instigados” ao uso do livre-arbítrio, ou seja, escolher usar, gozar e fruir desses bens, assim como, livrar-se dos mesmos, se assim podemos nos expressar, quando tornarem-se, para eles, uma espécie de tentação provocada pelo desejo causado pelas paixões e vícios. 

Nada há na obra da Criação que seja inútil. Neste sentido, o objetivo desse contato da humanidade com os bens da Terra para uso e gozo, provocada pelo desejo causado pelos cinco sentidos, é tão só o desenvolvimento da razão que, à medida que o ser se torna mais esclarecido vai se preservando dos excessos. Em suma, a razão deve conter o ser humano dos abusos que são cometidos quando não há resistência às tentações. 

Toda "tentação", ou, melhor dizendo, todo atrativo possui um termo final. O excesso prejudica o organismo e toda consequência causada pela falta de contenção do indivíduo leva às doenças físicas e psíquicas. Isso quer dizer que a própria pessoa pune a si mesma pelos excessos. Aquele que, ao contrário de conter os excessos através do uso racional do livre-arbítrio, refina o abuso dos próprios desejos, causa a própria morte. 

Desta maneira, aquele que procura nos excessos de toda espécie um refinamento dos gozos, coloca-se abaixo dos animais, vez que estes se limitam à satisfação de suas necessidades. É, na verdade, abdicar do uso razão (um guia seguro). Nesse caso, por escolha própria, o indivíduo abre espaço para ser governado por sua natureza animal que ultrapassa a espiritual. 

Repetimos com Kardec: “As doenças, a decadência e a própria morte, QUE SÃO CONSEQUÊNCIAS DO ABUSO, são também a PUNIÇÃO DA TRANSGRESSÃO DA LEI DE DEUS”. 

Estude e Viva! 

Uberaba-MG, 19 de Julho de 2020. 
Beto Ramos.

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